terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Instituições de solidariedade

Historial das instituições


Banco alimentar

O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi aberto nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966. A ideia foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992 com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa. Depois disso foram abertos muitos outros Bancos Alimentares em Portugal.
Os Bancos Alimentares são instituições não governamentais, apolíticas e não confessionais. Comprometem-se a praticar uma gestão transparente que obedece a regras estritas, idênticas para todos os Bancos.
O seu objectivo é, essencialmente, evitar o desperdício de alimentos e, posteriormente, fazê-los chegar a pessoas carenciadas. Recebe toda a qualidade de géneros alimentares, excedentes agrícolas e da grande distribuição, e ainda produtos de intervenção da União Europeia. Os Bancos Alimentares abastecem, ao longo de todo o ano, instituições caritativas e humanitárias situadas em Portugal. Para além da entrega gratuita de alimentos, os Bancos Alimentares acompanham e partilham a acção das instituições no combate à exclusão social.



Cruz Vermelha

A cruz vermelha foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865 pelo Dr. José António Marques. Em Portugal, tem cumprido as mais diversas missões humanitárias nos planos nacionais e internacionais.
Em colaboração com organismos internacionais tem prestado socorros e Independentemente da existência de guerra, ou não, e alheia a orientações políticas, acorre em prol da população, tanto em situações de rotina, como de emergência (desastres, epidemias, alterações da ordem pública e calamidades naturais de todo o tipo).
A cruz vermelha tem intervindo em todos os movimentos revolucionários que ensanguentaram o país e participou no auxílio às vítimas da Guerra Civil de Espanha (1936), da II Guerra Mundial (1939/45) entre outras.
Hoje em dia, a cruz vermelha exerce a sua missão através do pessoal, essencialmente voluntário, das suas delegações, fundamentalmente vocacionado para intervir nas áreas da saúde e social.
Neste âmbito, desenvolvem-se programas de formação de primeiros socorros e de enfermagem. Salienta-se ainda o serviço de transporte de doentes efectuado em viaturas especializadas das Unidades de Socorro e os tratamentos médicos prestados nos seus Postos de Socorros, dispersos por todo o País e no seu próprio Hospital, o qual utiliza os mais modernos meios de diagnóstico.
No que se refere à área social são desenvolvidas acções de luta contra a pobreza e de desenvolvimento social dirigidas a público-alvo e a comunidades em situação de exclusão e/ou em risco de exclusão social.

Santa Casa da Misericórdia

A 15 de Agosto de 1498, em Lisboa, surgiu a primeira misericórdia portuguesa em resultado de especial intervenção da Rainha D. Leonor, com o total apoio do Rei D. Manuel I.
No início do século XX, a Misericórdia de Lisboa foi incrementando o socorro assistencial, concretizado:
-nos cuidados prestados a crianças tuteladas e órfãs, orientados para a formação, ensino, higiene e saúde infantil;
-no aperfeiçoamento dos serviços clínicos e de visitação;
-no incremento da assistência alimentar;
-na atribuição de subsídios a diversas instituições públicas e particulares, algumas das quais, por dificuldades de subsistência, viriam a integrar-se na Misericórdia de Lisboa.
Relativamente à acção social, a DIAS (Direcção de Acção Social) reúne e coordena estrategicamente um conjunto de serviços que, em conformidade com os fins estatutários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), tem por missão prosseguir e desenvolver fins de acção social apoiando, sobretudo, os cidadãos mais desprotegidos residentes na cidade de Lisboa. Tem como grupos-alvo crianças e jovens, adultos, famílias, comunidades étnicas, idosos, indivíduos em risco de exclusão, toxicodependentes, pessoas com deficiência e pessoas portadoras de VIH/SIDA.
A actuação da DIAS visa prevenir situações de desigualdade e carência socioeconómica, vulnerabilidade social, exclusão social, e promover o desenvolvimento pessoal, a inclusão e a coesão social, de forma directa e coordenada com as outras entidades públicas e privadas.









Caritas Portuguesa

A Caritas é uma instância oficial da Igreja criada para animação da pastoral social pela Conferência Episcopal Portuguesa. Os primeiros estatutos da Caritas foram aprovados em 1956 e, entre os anos 50 até meados dos anos 70, as suas actividades centraram-se, fundamentalmente, na distribuição de géneros alimentares pela população portuguesa, doados pelos Estados Unidos da América e no acolhimento, em famílias portuguesas, de crianças vindas dos países da Europa central, no início das tensões da guerra fria no pós-guerra.
Por sua vez, a Caritas Portuguesa é membro da Caritas Internationalis, que é a confederação de 154 organizações católicas de ajuda, de desenvolvimento e de serviço social a operarem em 198 países em todo o mundo. É também membro da Caritas Europa, plataforma que congrega as Caritas de todos os países europeus.
Os principais objectivos da Caritas, que foram decretados em 1997, são os seguintes:
• Apoiar a criação e funcionamento de paróquias de acção social;
• Intervir socialmente, com empenhamento directo na prevenção e solução de problemas de pobreza, exclusão social e imigração;
• Contribuir para a transformação social, nomeadamente no domínio das relações sociais, dos valores e do ambiente, em ordem ao desenvolvimento solidário;

A importância das instituições de solidariedade
Depois da recolha de contactos e instruções importantes acerca das instituições que seleccionámos como prioritárias para este projecto, estamos agora capazes de estabelecer proximidade com essas fundações e, tentarmos, assim, atingir um dos nossos primeiros objectivos, procurando saber da sua disponibilidade em dispensar alguém especializado para dirigir a palestra que queremos realizar diante da turma. Como é óbvio, num projecto de tal profundidade e intromissão social como este, era indispensável recorrermos a este tipo de ajuda pois, sem ela, seria-nos impossível conseguir penetrar em aspectos da realidade social tão delicados, por falta de meios, conhecimento e preparação.

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