quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010










O grupo na visita ao Banco Alimentar de Évora...
14/4/2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Visita ás Cáritas!

Na última sexta-feira, dia 16 de Abril, visitámos a delegação da «Cáritas Diocesana de Évora», onde fomos recebidos por um dos seus técnicos, que prontamente se disponibilizou a ajudar-nos com este nosso projecto. Sugerimos então que fosse realizada uma palestra acerca da temática que temos estado a desenvolver: «Os sem-abrigo - Pobreza e Exclusão Social»; Pedimos-lhe também que nos integrasse numa acção de voluntariado num dos diversos ramos desta Instituição, do qual esperamos com entusiasmo uma resposta afirmativa, já que este é um dos grandes objectivos deste projecto.

Visita ao Banco Alimentar!

Na passada quarta-feira, dia 14 de Abril, alguns dos elementos do nosso grupo deslocaram-se á sede de Évora do «Banco alimentar contra a fome», onde é importante registar, fomos gentilmente recebidos. De imediato foi-nos dada uma elucidação, acerca da instituição e dos seus objectivos sociais. Foi por outro turno, endereçado um convite ao nosso grupo para nos próximos dias 29 e 30 de Maio, participar na próxima acção de recolha de alimentos. Foram por último entregues a todos os elementos do grupo, fichas de inscrição para o voluntariado no «Banco Alimentar». Pela conjugação de todos estes factores, consideramos que esta visita, se revelou bastante frutuosa, tendo em conta aquilo que são os reais objectivos do grupo!

Endereçamos por último a todos vós um convite para que, venham no final do próximo mês de Maio, participar, na próxima acção de recolha do «Banco Alimentar contra a fome!»...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Estado vai à rua ter com os sem-abrigo

O Governo vai investir numa intervenção técnica que proporcione acções de maior proximidade para com os sem-abrigo, que em Portugal rondam os três mil, disse ontem à agência Lusa o presidente do Instituto da Segurança Social (ISS).

Edmundo Martinho falava à Lusa a propósito de um estudo efectuado pelo ISS e que faz o retrato dos sem-abrigo em Portugal, revelando que a maioria é do sexo masculino e de nacionalidade portuguesa.

O estudo, avançado na edição de ontem do "Jornal de Notícias" e intitulado "Os Sem-Tecto Realidades invisíveis", foi iniciado em 2004. Segundo Edmundo Martinho, conhecidos os dados sobre o problema resta agora encontrar soluções adequadas, além do investimento que o ministério do Trabalho e da Solidariedade tem feito nesta área.

O problema, adiantou, não tem em Portugal a mesma expressão e dimensão dos restantes países da Europa, estando proporcionalmente muito abaixo dos números europeus. Além disso, referiu, em termos comparativos com um outro trabalho de há seis anos, os dados de agora indicam que o número de sem-abrigo diminuiu.

O estudo anterior, explicou, apontava para a existência de cerca de três mil pessoas nestas circunstâncias apenas na cidade de Lisboa, enquanto que o actual indica o mesmo número em Portugal continental.

Perante o cenário, o presidente do ISS defende que a estratégia a seguir será a de uma intervenção de proximidade, que está a ser trabalhada no âmbito do Plano Nacional para a Inclusão.

O objectivo, explicou, é levar os serviços da segurança social a usar as mesmas estratégias das instituições de solidariedade social que trabalham no terreno, indo ao encontro das pessoas, com maior intensidade nas cidades de Lisboa e Porto. "São os serviços que têm de se aproximar das pessoas e encontrar, para cada uma, soluções adequadas em matéria de saúde, reconstrução pessoal e familiar ou formação profissional", disse.

O levantamento agora divulgado, feito há dois anos, nos centros distritais, resultou num número global de 2.717 pessoas a viver em situação de sem-abrigo. São, na sua maioria, cidadãos portuguesese, do sexo masculino, solteiros, em idade activa (entre 30 e 59 anos) e com baixo nível de escolaridade.

O estudo, financiado pelo Programa Operacional de Assistência Técnica, integrou duas fases. A primeira, realizada em 2004, procurou uma definição conceptual da temática sem-abrigo; e na segunda, feita no final do ano passado, tentou obter uma análise abrangente da situação dos sem- tecto.

É ainda referido que a resolução definitiva dos problemas dos sem-abrigo passa por uma intervenção ao nível do alojamento, emprego, saúde, mas também pela educação/formação, reaproximação familiar e legalização no caso dos imigrantes.

No topo da lista

Em cerca de 25% dos casos as causas prendem-se com problemas familiares ou só conjugais (conflitos vários, divórcios e falecimentos de pessoas próximas); e em segundo lugar aparecem como causa os problemas de saúde (23%), isto é, a toxicodependência, o alcoolismo, a doença física ou mental.

Falta de emprego


O desemprego surge em terceiro lugar (22%), ficando para última causa desta problemática o problema de alojamento (17%).Os sem-abrigo inquiridos evidenciaram uma trajectória profissional instável, sendo que 73% estão desempregados há mais de dois anos.

Falta de apoio

Menos de metade dos sem-abrigo recebem apoio e este é quase sempre prestado por uma Instituição Particular de Solidariedade Social ou por uma Organização Não Governamental. O apoio é ainda centrado nas necessidades básicas, tais como a alimentação, o vestuário e a higiene e tem, segundo a conclusão do estudo, um fraco impacto na vida dos indivíduos.


In Jornal de Noticias, 2006-08-05

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sabias que...?


Desde 1999, já foram atendidas 5.376 pessoas em situação de Sem-Abrigo só pela AMI.

Dessa população:
- 89% está desempregada
- 28% tem formação profissional
- 92% tem familiares vivos, mas apenas 37% se relaciona com eles
- 39% não tem médico de família
- 7% tem HIV
- 28% consome substância activas
- 43% tem filhos


Quanto à evolução da população Sem-Abrigo do sexo feminino, verificou-se que também tem vindo a aumentar, sendo que no espaço de 7 anos, passou de 13% para 31%.

A população imigrante continua a recorrer aos equipamentos sociais. A população oriunda dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) aumentou acentuadamente em 2006 em relação a 2005. Quanto à dos países de Leste, a sua incidência tem vindo gradual e marcadamente a diminuir. Assim, em 2006 foram atendidos 104 novos casos de Imigrantes de Leste (decréscimo de 62%) e 367 dos PALOP (aumento de 47%).

No total, incluindo novos casos e recorrentes de anos anteriores, frequentaram os Equipamentos da AMI 258 Imigrantes de Leste e 881 dos PALOP.

Instituições de solidariedade

Historial das instituições


Banco alimentar

O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi aberto nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966. A ideia foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992 com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa. Depois disso foram abertos muitos outros Bancos Alimentares em Portugal.
Os Bancos Alimentares são instituições não governamentais, apolíticas e não confessionais. Comprometem-se a praticar uma gestão transparente que obedece a regras estritas, idênticas para todos os Bancos.
O seu objectivo é, essencialmente, evitar o desperdício de alimentos e, posteriormente, fazê-los chegar a pessoas carenciadas. Recebe toda a qualidade de géneros alimentares, excedentes agrícolas e da grande distribuição, e ainda produtos de intervenção da União Europeia. Os Bancos Alimentares abastecem, ao longo de todo o ano, instituições caritativas e humanitárias situadas em Portugal. Para além da entrega gratuita de alimentos, os Bancos Alimentares acompanham e partilham a acção das instituições no combate à exclusão social.



Cruz Vermelha

A cruz vermelha foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865 pelo Dr. José António Marques. Em Portugal, tem cumprido as mais diversas missões humanitárias nos planos nacionais e internacionais.
Em colaboração com organismos internacionais tem prestado socorros e Independentemente da existência de guerra, ou não, e alheia a orientações políticas, acorre em prol da população, tanto em situações de rotina, como de emergência (desastres, epidemias, alterações da ordem pública e calamidades naturais de todo o tipo).
A cruz vermelha tem intervindo em todos os movimentos revolucionários que ensanguentaram o país e participou no auxílio às vítimas da Guerra Civil de Espanha (1936), da II Guerra Mundial (1939/45) entre outras.
Hoje em dia, a cruz vermelha exerce a sua missão através do pessoal, essencialmente voluntário, das suas delegações, fundamentalmente vocacionado para intervir nas áreas da saúde e social.
Neste âmbito, desenvolvem-se programas de formação de primeiros socorros e de enfermagem. Salienta-se ainda o serviço de transporte de doentes efectuado em viaturas especializadas das Unidades de Socorro e os tratamentos médicos prestados nos seus Postos de Socorros, dispersos por todo o País e no seu próprio Hospital, o qual utiliza os mais modernos meios de diagnóstico.
No que se refere à área social são desenvolvidas acções de luta contra a pobreza e de desenvolvimento social dirigidas a público-alvo e a comunidades em situação de exclusão e/ou em risco de exclusão social.

Santa Casa da Misericórdia

A 15 de Agosto de 1498, em Lisboa, surgiu a primeira misericórdia portuguesa em resultado de especial intervenção da Rainha D. Leonor, com o total apoio do Rei D. Manuel I.
No início do século XX, a Misericórdia de Lisboa foi incrementando o socorro assistencial, concretizado:
-nos cuidados prestados a crianças tuteladas e órfãs, orientados para a formação, ensino, higiene e saúde infantil;
-no aperfeiçoamento dos serviços clínicos e de visitação;
-no incremento da assistência alimentar;
-na atribuição de subsídios a diversas instituições públicas e particulares, algumas das quais, por dificuldades de subsistência, viriam a integrar-se na Misericórdia de Lisboa.
Relativamente à acção social, a DIAS (Direcção de Acção Social) reúne e coordena estrategicamente um conjunto de serviços que, em conformidade com os fins estatutários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), tem por missão prosseguir e desenvolver fins de acção social apoiando, sobretudo, os cidadãos mais desprotegidos residentes na cidade de Lisboa. Tem como grupos-alvo crianças e jovens, adultos, famílias, comunidades étnicas, idosos, indivíduos em risco de exclusão, toxicodependentes, pessoas com deficiência e pessoas portadoras de VIH/SIDA.
A actuação da DIAS visa prevenir situações de desigualdade e carência socioeconómica, vulnerabilidade social, exclusão social, e promover o desenvolvimento pessoal, a inclusão e a coesão social, de forma directa e coordenada com as outras entidades públicas e privadas.









Caritas Portuguesa

A Caritas é uma instância oficial da Igreja criada para animação da pastoral social pela Conferência Episcopal Portuguesa. Os primeiros estatutos da Caritas foram aprovados em 1956 e, entre os anos 50 até meados dos anos 70, as suas actividades centraram-se, fundamentalmente, na distribuição de géneros alimentares pela população portuguesa, doados pelos Estados Unidos da América e no acolhimento, em famílias portuguesas, de crianças vindas dos países da Europa central, no início das tensões da guerra fria no pós-guerra.
Por sua vez, a Caritas Portuguesa é membro da Caritas Internationalis, que é a confederação de 154 organizações católicas de ajuda, de desenvolvimento e de serviço social a operarem em 198 países em todo o mundo. É também membro da Caritas Europa, plataforma que congrega as Caritas de todos os países europeus.
Os principais objectivos da Caritas, que foram decretados em 1997, são os seguintes:
• Apoiar a criação e funcionamento de paróquias de acção social;
• Intervir socialmente, com empenhamento directo na prevenção e solução de problemas de pobreza, exclusão social e imigração;
• Contribuir para a transformação social, nomeadamente no domínio das relações sociais, dos valores e do ambiente, em ordem ao desenvolvimento solidário;

A importância das instituições de solidariedade
Depois da recolha de contactos e instruções importantes acerca das instituições que seleccionámos como prioritárias para este projecto, estamos agora capazes de estabelecer proximidade com essas fundações e, tentarmos, assim, atingir um dos nossos primeiros objectivos, procurando saber da sua disponibilidade em dispensar alguém especializado para dirigir a palestra que queremos realizar diante da turma. Como é óbvio, num projecto de tal profundidade e intromissão social como este, era indispensável recorrermos a este tipo de ajuda pois, sem ela, seria-nos impossível conseguir penetrar em aspectos da realidade social tão delicados, por falta de meios, conhecimento e preparação.

Poema

Sem-abrigo:

Olhamos para eles
e sentimo-nos incomodados.

Incomodados e impotentes.

Podemos aliviar a consciência
com uma moeda.
Ou com comida.

Ficamos aliviados mas não curados.
Há qualquer coisa que continua a roer
por dentro.

A culpa não é nossa.
Individualmente.
Se calhar nem deles.
Individualmente.

É bom que nos sintamos incomodados.

Será ainda melhor
se fizermos alguma coisa.
Alguma coisa significativa.
Alguma coisa que os alivie.

E também alguma coisa que evite
o aparecimento de outros como eles
(eventualmente nós próprios).

Autor desconhecido